Rita Lee surpreendeu o público no sábado (6) em seu segundo dia de show no Credicard Hall, em São Paulo. Durante "Erva Venenosa", a roqueira chamou ao palco a drag DJ Ginger Lee Hot, uma das novas sensações da noite paulistana.
Vestida com um macacão estampado de onça - inspirado no figurino de Rita na capa do disco "Flerte Fatal", de 1987 - Ginger dançou com a cantora e seu marido, o músicoRoberto de Carvalho.
"Sou fã de Rita desde pequena", explicou a drag, que encontrou a rainha do rock no camarim, onde recebeu elogios da cantora Maria Rita e do estilista Dudu Bertholini.
As delícias que a boca a.prova:
orgia em frutos futuros, cedentes.
Dis.postos em caldas vermelhas
sonhando a saliva no céu.
Da boca é a gula que jorra:
leitosa nata de malícia mama.
Escorre, corre, espolca, espalha...
O melaço da delícia, o deleite,
o delito, o delírio...
E no tacho o mel do melhor:
a rapa e a borra - Orra!!!
Nas bacantes saladas de amores
o suco, os sulcos, reentrâncias de açúcar.
Nos manjares a língua nervosa, estérica
e entre os dentes a carne mordida.
O molho cítrico e picante
no gozo do paladar diverso
versa o escândalo rubro do lábio
em ardente pimenta sádica.
O sal do suor na pele leguminosa:
raízes penetrantes sem fim.
As volúpias da mesa estão servidas:
clamam gônadas de apetite,
penetrantes línguas mucosas,
boca Baco - o belo!
loucura,gula dos suplicantes
em bandos na mesa farta
Pletora flora flores,
frutas frescas, leguminosas
e um mar de prazeres se abrindo
para a colheita do amor.
- Evoé, Noé!!!!
Torres Matrice
Daqui não saio
daqui ninguém me tira
mentira!
tanta ment-ira
me tira do sério
sério!
já não suporto o ar
ar/mários
mários que são marias
marias que são mários
mar e rios sem desaguar
CLOWNstrofobia dentro de mim:
palhaço da farsa
o mundo fecha portas
o mundo gosta da beleza falsa
trocando uma verve
trancando uma vida
ávida Eva que podia ter sido
lívido Ivo
e não foi
foi-se o Machado e ficou a Norma:
é a lei da selva!
matando a si mesmo pra sobreviver
à sombra de um armário
ar, Mario! Ar!
Só quero ar...
ar pra respirar pra não pirar não piorar
luz pra espantar toda essa escuridão
o vão de não ser
o ser de ir em vão
vão-se os dedos
e os aneis
vão
pela vida afora
fora de mim dentro do armário
mal visto a roupa errada
O mau escutado
por detrás de uma porta
quase sem voz quase sem vez
quase sem arma-
Mario!
sem arma para lutar
e só.
20/12/2008